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Alinhamento e balanceamento
A regra geral para os serviços de alinhamento e balanceamento
das rodas é que eles sejam executados a cada 10 mil quilômetros.
Entretanto, vários fatores podem fazer com que esse período
seja abreviado. Um deles é a passagem por buracos – fato que,
infelizmente, é bastante comum na Região Metropolitana do
Recife - , além de subidas em calçadas ou descidas em valetas.
Portanto, prevenir nunca é demais. Verifique semanalmente
a pressão dos pneus e observe se há a ocorrência de vibrações
no volante de direção. Se isso acontecer com o carro em movimento,
fique atento: é bem provável que haja problemas de desbalanceamento
das rodas.
Trate bem a embreagem
O hábito de “descansar” o pé esquerdo apoiado no pedal da
embreagem acelera o desgaste do sistema e compromete seriamente
sua durabilidade, já que na maioria dos veículos mais modernos,
a folga do pedal já não existe mais (ela é corrigida automaticamente)
e, ao menor toque, a embreagem já entra em funcionamento,
aliviando a pressão sobre o disco. Quanto mais acelerado o
motor estiver neste instante, maior será o desgaste do revestimento
do disco. Portanto, com a embreagem não há meio termo: ou
deve ser totalmente acionada ou o pé deve ser retirado do
pedal. Toda vez que ela for acionada parcialmente, estará
sujeita a atrito, calor e desgaste. Esta situação acontece
com aqueles motoristas que possuem o hábito de manter o motor
acelerado, o câmbio engatado e a embreagem meio acionada,
em subidas ou congestionamentos, à espera da liberação de
trânsito.
Regulagem correta dos faróis
Um farol bem regulado significa mais segurança. Quando o farol
apresenta regulagem baixa, ele não é capaz de apresentar a
luminosidade adequada. Por outro lado, quando a regulagem
é alta demais, os faróis ofuscam a visão do motorista que
vem em sentido contrário. A regulagem correta deve ser feita
a cada seis meses. Os faróis tendem a ficar irregulares com
as trepidações que o veículo sofre no dia-a-dia ou, ainda,
quando um serviço não é realizado com cuidado, como a troca
de pneus. Conforme normas dos fabricantes de lâmpadas, a substituição
deve ser feita após, aproximadamente, 400 horas de uso. Mas
a troca pode ainda depender das condições de uso dos faróis
pelo motorista. Veículos muito utilizados à noite, por exemplo,
sempre terão um desgaste maior.
Carros bicombustíveis
Você pode tanto colocar 100% de álcool, como 100% de gasolina.
A mistura de ambos também não implica em dificuldades de funcionamento.
O motor bicombustível também não requer cuidados especiais.
Ele se porta como um motor à gasolina convencional. Todas
as manutenções devem seguir o previsto no manual de proprietário.
O álcool não diminui a vida útil dos componentes por ser mais
corrosivo. Todos eles foram concebidos para andar com os dois
combustíveis.
Atenção à embreagem do seu carro
Toda a atenção com a embreagem do seu carro. O mau hábito
de descansar o pé no pedal pode comprometer a durabilidade
do sistema. Quando há problemas, o pedal torna-se duro e o
carro trepida nas arrancadas. Neste caso, o mais recomendável
é realizar a substituição total do sistema – nunca de forma
parcial – sem também permitir a instalação de peças recuperadas.
De olho no motor
Confira sempre o nível do reservatório de água do sistema
de arrefecimento do veículo - ao menos uma vez por semana.
Revise também as mangueiras, reservatórios e válvulas integradas
à tampa do radiador e do reservatório. Se o motorista notar
o superaquecimento do motor, o automóvel deve ser parado no
acostamento. Após a parada do veículo, o motor deve ser desligado
antes de abertura do capô, esperando-se um tempo para que
ele resfrie. Para melhor segurança, após o resfriamento, o
melhor a fazer é chamar o serviço de socorro ou solicitar
um guincho da companhia de seguros do automóvel.
Cuidados com a direção hidráulica
Sintomas claros de desgaste de mecanismo são o barulho chato
("inhééé") ao mover a direção e o peso do volante. Alguns
destes sintomas podem vir acompanhados de vazamentos de fluídos
pelas mangueiras da bomba que tem como conseqüência a falta
de fluído no reservatório, comprometendo todo o sistema. Óleo
sujo e vencido pode ser uma das causas dos problemas, além
do desgaste natural dos componentes da própria bomba hidráulica
que, com o tempo, podem apresentar folgas excessivas. A bomba
hidráulica possui diversos componentes complexos, entre eles
a carcaça, (ou cabeçote), eixo, rotor, excêntrico e palhetas.
Entretanto, dois deles são os principais causadores de ruídos:
as palhetas e o excêntrico. As palhetas que correm dentro
do excêntrico não sobem à medida que a rotação aumenta devido
à sujeira que se deposita nestes componentes. Com isso, formam-se
bolhas de ar entre as palhetas e a carcaça da bomba, surgindo
o conhecido "inhééé" quando se vira o volante, indicando cavitação
no sistema (formação de bolhas), deixando então a direção
mais pesada. Geralmente, quando aparecem estes sintomas, o
reparo da bomba é trocado e o custo não chega a ser caro.
Caso a bomba esteja muito gasta será necessário trocá-la por
uma nova, podendo o custo ultrapassar os R$ 600 para a maioria
dos veículos nacionais. Para evitar problemas, sempre verifique
vazamentos no sistema e confira sempre o estado da correia
e da tensão além de adotar alguns cuidados ao dirigir. Não
encostar em meio-fios e calçadas e evitar "dar batente", que
consiste em manobrar com o volante no fim do curso para um
dos lados, são algumas das preocupações. Um item muito importante
e de vital importância é checar sempre o nível do fluido e
sua qualidade. Se estiver escuro e sujo, o melhor a fazer
é trocá-lo ou a cada 30 ou 40 mil km.
Dicas sobre os itens de segurança
- Verifique o extintor
Observe sempre a validade do extintor de incêndio. Ele é um
equipamento obrigatório do veículo e andar sem ele ou com
ele vencido acarreta multa.
- Reparo nas trincas
Se alguma pedra trincar o pára-brisa, seu reparo deve ser
feito imediatamente. Quanto mais o motorista demorar para
consertá-lo, mais sujeira irá juntar na trinca, impedindo
seu conserto. Apenas trincas pequenas podem ser reparadas.
- Suspensão
Revisando periodicamente a suspensão do carro, mantendo em
boas condições, pode evitar desgates desnecessários em: -
Pulos descontrolados da roda - Desgaste anormal dos pneus
- Perda de estabilidade do veículo - Rolamentos - Diferencial
- Juntas - Caixa de Direção - Pneus - Trepidação do volante
em determinada velocidade
- Amortecedores
Se o seu veículo estiver com mais de 30.000km e ainda estiver
usando os amortecedores originais, é bom checá-los. De fato,
o correto é inspecionar os amortecedores e todos os componentes
da suspensão a cada 10.000Km.
Manutenção do Ar-Condicionado
Dica da semana - Se o carro estiver muito quente, depois de
estacionado por muito tempo ao sol, é recomendável abrir todas
as janelas e deixar o aparelho ligado na temperatura mais
baixa e com o máximo de ventilação por aproximadamente um
minuto, antes de sair com os vidros fechados. - O ar-condicionado
deve ser acionado algumas vezes durante a semana (no mínimo)
para evitar danos no compressor e lubrificar o sistema. -
A manutenção do AC é simples e relativamente barata, resumindo-se
a uma revisão por ano. Nessa ocasião, deve ser verificado
o estado das mangueiras do sistema, além da troca do filtro
secador e da recarga de gás, se necessário. O nível de gás
deve ser medido com balança especial ou com cilindro dosador,
e não pela pressão do sistema. - A recarga pode ser feita
com dois tipos de gás: o R12 e o R134a (que não agride a camada
de ozônio e funciona com maior pressão e eficiência).
Motor – Manutenção Preventiva
- Mesmo em lugares com temperaturas mais baixas,
não deixe o motor funcionando muito tempo para aquecer. A
temperatura ideal é atingida mais facilmente com o carro em
movimento. Basta dirigir com suavidade.
- Nas trocas de óleo, jamais coloque o líquido além do nível
indicado. O excesso acaba sujando as velas, prejudicando a
queima de combustível. O carro vai acabar perdendo potência
e consumindo mais combustível.
- Para garantir medição precisa, sempre faça a verificação
dos níveis de óleo e água com o motor frio.
- Faça sempre as revisões e trocas de componentes no prazo
recomendado pelo fabricante.
- Nunca abra a tampa do reservatório de água com o motor quente.
Isso acaba despressurizando todo o sistema, gerando bolhas
de ar que podem prejudicar a circulação da água e, em uma
situação extrema, levar ao superaquecimento do motor.
- A manutenção do filtro de óleo deve ser feita conforme a
recomendação do fabricante do veículo, porém é desejável que
a cada troca de óleo se faça também a troca do filtro.
- Recomenda-se trocar o filtro de ar a cada 15 a 20 mil quilômetros,
ou conforme orientação do fabricante. Já em locais de grande
concentração de poeira, esta troca deve ser mais freqüente,
uma vez que evita consumo excessivo de combustível e baixo
rendimento do motor.
Como interpretar a medida do
Pneu
A seguir, algumas dicas da Goodyear sobre manutenção
e conservação de pneus para você superar ainda mais os seus
limites
1. Largura nominal da secção do pneu, em
mm.
2. Relação percentual entre a altura e largura
da secção do pneu. Quanto menor for esse número, mais baixo
será o perfil do pneu.
3. Indica que o pneu é de construção radial.
4. Diâmetro interno do pneu, em polegadas
(=diâmetro do aro) .
5. Índice de Carga, ou seja, capacidade de
carga máxima que o pneu pode suportar.
6. Símbolo de Velocidade, ou seja, velocidade
máxima que o pneu pode ser submetido.
Alinhamento
Benefícios para o seu cliente:
• oferece maior eficiência de rolamento
• maior dirigibilidade
• otimização do grau de esterção
Por que fazer o alinhamento?
Qualquer alteração que ocorra nas especificações
de alinhamento, ocasionada por impacto, trepidação, compressão
lateral e desgaste dos componentes da suspensão, poderá comprometer
o bom comportamento do veículo. Ou, ainda, provocar um desgaste
irregular e prematuro da banda de rodagem dos pneumáticos.
Balanceamento
Instrua o seu cliente quando fazer:
• a cada troca de pneus
• ocasião de rodízio (a cada 5.000 Km )
• ao primeiro sinal de vibração ou desgaste irregular da banda
de rolagem
• após ter efetuado reparo no pneu ou câmara de ar
Por que fazer o balanceamento?
Danificam o pneu, roubam milhares de quilômetros,
provocam desconforto ao dirigir, provoca desgaste acentuado
e irregular em pontos alternados da banda de rodagem, trepidação
transmitida ao volante e oscilação do conjunto pneu/roda,
perda de tração e estabilidade, dificuldade em manter o veículo
na trajetória, desgaste prematuro dos rolamentos, amortecedores
e terminais de direção.
Correias
A correia dentada tem uma vida útil de 50.000 km mas, caso
o carro tenha mais de cinco anos de uso e, mesmo não tendo
atingido esta quilometragem, é recomendável fazer um check-up.
Qualquer indício de ressecamento ou trincas, não deixe de
trocá-la. Uma eventual quebra poderá trazer sérios danos ao
motor se o mesmo continuar em funcionamento.
As correias do alternador e direção hidráulica poderão ser
checadas por você mesmo. Repare se elas estão começando a
soltar pedaços nas laterais, com uma cor meia que desgastada
e, possivelmente, ressecadas ou trincadas. Por se tratar de
uma manutenção mais em conta, vale a pena fazer a troca das
mesmas antes do período estipulado de 40.000 km .
Arrefecimento
S e você conseguir fazer uma boa limpeza no sistema e, quando
for necessário, completar com a mesma mistura água/aditivo
(50% de cada e, também, utilizar aditivo de boa procedência)
a água se manterá sempre limpa. Caso o veículo não enfrente,
constantemente, estradas de terra, o intervalo de dois anos
será ideal para a drenagem do sistema.
A não ser em carros mais antigos, hoje em dia todos trabalham
com um sistema selado, ou seja, dificilmente haverá necessidade
de se repor o líquido. Caso o nível do reservatório do radiador
venha abaixar constantemente, será um sinal de algum vazamento
no sistema de arrefecimento (ou até mesmo na bomba d'água).
Providencie o reparo o quanto antes.
Esteja sempre atento ao relógio de temperatura do motor.
Caso a ventoinha não ligue no tempo certo, o motor poderá
"ferver" rapidamente. Se isto acontecer, pare o carro, desligue
o motor e não abra, em hipótese alguma, a tampa do radiador
(ou reservatório). Ao retirar a tampa, havendo pressão no
sistema, a água (extremamente quente) poderá espirrar em você,
causando sérias queimaduras. Espere até esfriar.
Óleo
Trocar, no máximo, a cada 5.000 km (a não ser que esteja utilizando
óleo sintético, cuja troca é feita a cada 20.000 km ) ou após
6 meses (prazo que vier a ocorrer primeiro). Dê preferência
para lubrificantes com viscosidade 20W50. Se por ventura
o veículo vir a ser utilizado em condições severas (rodar
frequentemente em tráfego urbano, onde a marcha lenta é mantida
por longos períodos, ou uso constante em estradas de terra),
é aconselhável efetuar a troca antes deste intervalo devido
às exigências impostas ao motor. Evite rodar com óleo vencido
no motor de seu carro. Um lubrificante muito velho poderá
entupir o "pescador" (é uma peça existente no motor). Leia
o comentário feito por André Luiz Boccia, proprietário de
um Monza Classic 87, devido a um inconveniente neste componente:
"o problema é que o antigo dono de meu carro trocava o óleo
apenas nas revisões dos 10.000 km e, com isso, acabou entupindo
o pescador. Numa viagem, andando em alta velocidade, o motor
literalmente "abriu" e ficou com dois buracos no bloco. Acho
que o pescador é um item essencial e muito barato para ser
trocado (basta retirar a tampa do cárter)."
O nível do óleo deverá ser verificado uma vez por semana.
O ideal mesmo seria ligar o carro por uns minutos e desligá-lo
em seguida. Aguarde alguns segundos e faça a verificação.
Isto é válido pelo seguinte: em virtude do óleo ficar muito
tempo parado no cárter, ele tende a engrossar, dando falsa
impressão da real quantidade existente. O nível não deverá
estar abaixo da marcação "mínimo" e nem acima do "máximo"
indicado na vareta. A falta de óleo acarretará uma má lubrificação
do motor e o excesso fará com que as velas fiquem encharcadas,
ocasionando falhas em determinado(s) cilindro(s).
Antes de efetuar a troca, espere até que o motor atinja sua
temperatura normal. Assim, o óleo irá escoar mais facilmente
e impedir que resíduos se misturem ao novo lubrificante. Também
não é recomendável, caso haja necessidade, completar o nível
com outro tipo ou marca de lubrificante. Obs: óleo sintético
também não deve ser misturado ao óleo vegetal.
Não deixe de trocar o anel de vedação do bujão mas, caso
esteja fazendo a troca de óleo pelo sistema à vácuo, isto
não será necessário, pois o lubrificante será retirado através
de sucção e, com isso, o bujão não será removido do local.
Se o bujão (parafuso) também estiver danificado, não hesite
em trocá-lo. Assim , você evita danos na rosca do cárter.
Filtro de óleo
Deve ser substituído a cada troca de óleo do motor. O óleo
velho, contido no filtro, acabará se misturando com o novo.
Fique atento a possíveis vazamentos onde o filtro será encaixado,
pois alguns podem conter deformações (amassados) que ocasionarão
a perda do lubrificante. Assim que o motor entrar em funcionamento,
a luz indicadora de óleo do painel deverá apagar em seguida.
Caso ela venha a se manter acessa, o filtro estará com problemas
e, em hipótese alguma, rode com o carro nestas condições.
Filtros de ar e combustível
E m relação a estes filtros, trocá-los a cada 15.000 km .
Ao contrário do recomendado pelos fabricantes, o risco que
se corre com combustíveis de má procedência é muito grande
e um simples entupimento do filtro (de combustível) fará com
que o motor comece a apresentar falhas ou, pior ainda: pare
de funcionar.
Não é aconselhável deixar o tanque de combustível com menos
de 1/4 de sua capacidade. Com isso, evita-se que a bomba de
combustível sugue a sujeira do fundo (caso exista), reduzindo
a vida útil tanto da bomba como do filtro. A maioria dos carros
equipados com injeção eletrônica possuem um filtro de carvão
ativado, também conhecido como canister. Principalmente neste
caso, o abastecimento deve ser interrompido assim que o automático
da bomba do posto de gasolina travar, evitando-se que o combustível
encharque o canister, prejudicando sua eficiência. Este procedimento
também é válido para veículos equipados com carburador.
Consumo
E stá relacionado diretamente a alguns fatores, tais como:
desgaste do veículo, forma de condução, correta regulagem
do motor, calibragem dos pneus, carga, fluxo e diversificação
de trechos percorridos e o principal: a qualidade do combustível.
A maneira mais indicada para você calcular o consumo é a seguinte:
encha o tanque, em um posto de confiança, até que a bomba
trave no automático (não é aconselhável encher até a "boca")
e, preferencialmente, com o carro estacionado em um local
plano. Zere o hodômetro parcial, ou anote a quilometragem.
Ao reabastecer, complete o tanque (novamente até o automático)
e divida a quilometragem percorrida pela quantidade de litros.
Assim, você obterá o consumo em quilômetros por litro.
Algumas versões do Monza contam com um indicador que acusa
o momento ideal da troca (ascendente) das marchas. Seguindo
este procedimento, você estará economizando combustível. Já
nos carros que não possuem este benefício, a marcha deverá
ser trocada, em média, entre 2.500 a 3.000 rpm. É claro que
estando em uma subida íngrime será necessário "esticar" um
pouco mais as marchas. Caso contrário, o motor perderá força
e o consumo será bem maior.
Lavagem do motor
Não é aconselhável, principalmente em veículos equipados com
injeção eletrônica. Alguns sensores, sendo expostos à umidade,
poderão provocar falhas intermitentes. Só faça a lavagem em
último caso, ou seja, caso tenha trafegado por estradas de
terra e, mesmo assim, o motor, obrigatoriamente, não poderá
estar quente (ou corre-se o risco de se causar um choque térmico
e, consequentemente, trincamento no cabeçote). Tenha um pouco
de paciência e faça a limpeza com um pano umedecido e um pincel.
Só jogue água em locais que não tenham contato com partes
elétricas.
Câmbio e embreagem
O nível do óleo do câmbio deverá ser verificado a
cada 25.000 km . Na maioria dos carros a troca é desnecessária.
Para se ter certeza disso, consulte o Manual do Proprietário.
Mas não custa nada, quando for trocar o óleo do motor, dar
uma checada no nível.
Evite dar trancos durante as trocas de marchas. Fazendo isso,
você poderá danificar os anéis sincronizados e quebrar alguma
engrenagem. Não use o pedal da embreagem como apoio para o
pé; a vida útil será comprometida.
Ao dar a partida no veículo, procure fazer sempre pisando
no pedal da embreagem. Fazendo isso, alivia-se o esforço do
motor de arranque. Outro motivo é que você não correrá o risco
de colidir o carro na parede, simplesmente por ter se esquecido
e deixado-o engatado.
Estando com o carro parado em uma subida, utilize o freio
de mão. Muitas pessoas costumam "segurar" na embreagem e no
acelerador, aumentando o consumo de combustível e gastando
os componentes da embreagem.
Freios
Neste item, as manutenções necessárias serão feitas
dependendo-se da forma como o carro é utilizado. Procure não
frear bruscamente e os componentes (pastilhas, lonas etc.)
irão durar muito tempo, principalmente se o veículo rodar
frequentemente por estradas, exigindo-se pouco do equipamento.
Portanto, não há um período indicado _tudo dependerá de você.
Numa eventual troca de pastilhas, os discos deverão ser retificados
("dar um passe"). O mesmo vale para as lonas de freio, no
qual os tambores também deverão passar pelo mesmo processo.
Faça uma revisão de rotina a cada 5.000 km e substitua o
fluido do freio a cada 10.000 km (ou um ano). Com o tempo,
o mesmo tende a perder suas propriedades. Outro detalhe: evite,
ao máximo, ficar abrindo o reservatório do fluido para verificar
o nível. O contato com o ar faz com que ele estrague mais
rapidamente. Se houver necessidade de completar, só utilize
o mesmo tipo/fabricante de fluído.
Nem sempre chiados indicam problemas mas, se o barulho persistir,
é bom fazer um check-up. Na eventualidade das pastilhas estarem
completamente gastas ("no ferro"), a segurança do veículo
estará totalmente comprometida.
Outro problema comum é quando o pedal começa a abaixar. O
mais provável será algum vazamento de fluído nos "burrinhos"
ou, então, a presença de ar no sistema. Neste último caso,
basta fazer uma sangria.
Nunca desça uma ladeira com o carro em ponto morto. Isso
só irá forçar ainda mais o sistema; sem contar que o consumo
de combustível será maior e você estará arriscando a segurança
física dos passageiros. Outro ponto importante: ao parar o
carro em subidas, utilize o freio de mão. Ficar "segurando"
na embreagem (conforme dito anteriormente), poderá danificar
seus componentes (platô, disco e rolamento).
Suspensão
Fazer um check-up completo (amortecedores, molas,
buchas, pivôs, terminais, barra estabilizadora, coxins, rolamento
das rodas etc.) sempre que for efetuar o alinhamento e o balanceamento.
Caso o veículo venha a trafegar constantemente por estradas
deficitárias, será um dos componentes mais exigidos do veículo.
Evite usar peças recondicionadas. O barato, às vezes, sai
caro!
Os amortecedores tem vida útil, em média, de 30.000 km segundo
os fabricantes mas, é claro, esta quilometragem poderá ser
estendida ou diminuída (tudo dependerá de como o veículo é
utilizado). Eles podem ser testados da seguinte maneira: pressione
para baixo as laterais do carro (dianteira e traseira; esquerda
e direita). Caso o carro balance apenas uma vez, é sinal de
que os amortecedores estejam funcionando corretamente. Agora,
caso o veículo persista em balançar diversas vezes, é sinal
de que os mesmos estejam necessitando serem substituídos.
Muito importante: obrigatoriamente deve-se substituir os amortecedores
aos pares (dianteiro ou traseiro) e, jamais, apenas uma peça.
Mesmo que o mecânico insista, dizendo que o outro se encontra
em perfeito estado, não autorize. Queira ou não, ao trocar
apenas um amortecedor, o outro terá menos eficiência e a estabilidade
do carro ficará comprometida.
As molas, normalmente, são substituídas a cada duas trocas
de amortecedores. Uma maneira para saber o estado das mesmas
é verificar se não existem elos se encostando ou mesmo algum
indício de marcações de contato entre os elos. Caso haja,
quer dizer que elas já estão "sem força" e necessitando serem
trocadas. Vale o mesmo procedimento que os amortecedores:
somente se substitui o par e, nunca, uma única mola.
Alinhamento e balanceamento
Podem ser verificados uma vez por ano, quando se sentir alguma
vibração na direção ou quando o carro começar a puxar para
um dos lados. As rodas deverão ser balanceadas sempre que
se trocar algum pneu. Quando acontecer um furo, peça para
o borracheiro marcar a posição do pneu na roda para que o
balanceamento não seja afetado (na hipótese do mesmo ter sido
feito localmente, ou seja, com as rodas instaladas no veículo).
Escapamento
Esta peça (ou conjunto) tende a se gastar facilmente,
principalmente nos carros que costumam ficar muito tempo parado
ou rodando pequenos trechos. A água existente no combustível
não se evapora e acaba ficando acumulada, ocasionando os furos.
Ao trocar algum componente do escapamento, dê preferência
à peças galvanizadas. O custo será um pouco mais elevado mas,
em compensação, a vida útil de determinado componente será
bem maior. Peça para o mecânico que for executar o serviço
não deixar de passar um selante (veda-escape) nas conexões
das peças evitando-se, assim, vazamentos de ar.
Sempre que possível, verifique os fixadores e abraçadeiras.
Também fique atento ao passar por uma lombada. O escapamento,
normalmente, será o mais atingido. Lembre-se: ao transpor
algum obstáculo, evite passar com o carro "de lado". O correto
será em linha reta, evitando-se torções no monobloco.
Conservação
Não lave o carro estando o mesmo exposto ao sol.
Utilize somente sabão (ou shampoo) neutro. Comece a limpeza
pelas partes superiores (teto, capô e porta-malas) e depois
passe às partes inferiores (laterais, pneus etc.).
Nos pneus, cuidado para não passar aqueles pretinhos baratos.
Qualquer produto à base de petróleo acabará afetando a durabilidade
do mesmo. Dê preferência a produtos conhecidos ou, então,
utilize um gel de boa qualidade.
Polimento
Depende muito de como e quanto o veículo é utilizado diariamente,
mas a cada três meses (desde que o carro não fique exposto
ao sol constantemente) será um bom intervalo. Evite utilizar
materiais muito abrasivos e aqueles que prometem milagres.
Estando a pintura em bom estado, uma cera comum (tipo Gran-Prix
Acrilic) já será o suficiente.
Não lubrifique o chassi do carro com óleos do tipo "Mamona'',
pois o mesmo resseca as borrachas, mangueiras e acumula poeira.
Se achar necessário, uma dica será (após a lavagem) pulverizar
com óleos do tipo W-40. Assim, o carro estará protegido contra
a corrosão.
Limpador do pára-brisa
Verifique se o reservatório de água está cheio. Utilizando
as palhetas no pára-brisa seco, o vidro irá riscar. Não deixe
de reparar no estado das mesmas. Estando ressecadas, a visibilidade
do veículo será comprometida. O prazo ideal para a troca será
uma vez ao ano. Mesmo não utilizando o limpador frequentemente,
ligue-o de vez em quando (afastando as palhetas do vidro é
claro) para que o motor do mesmo não fique muito tempo sem
funcionar.
Fusíveis
Dificilmente um fusível irá se queimar, mas é bom estar prevenido
neste sentido. Verifique na caixa de fusíveis quais são os
mais utilizados. Assim você poderá comprar alguns (de diferentes
amperagens) para utilizá-los numa emergência. Imagine-se viajando
a noite em uma estrada completamente escura e, de repente,
o farol se apaga em virtude de um simples fusível queimado.
Ou você espera o dia clarear ou, persistindo em viajar em
condições adversas, terá uma grande probabilidade de causar
um acidente!
Equipamentos obrigatórios
O extintor de incêndio é um item que, aparentemente, não tem
nenhuma utilidade; mas não é bom arriscar andar com o mesmo
descarregado. Além do que você poderá ser multado por estar
utilizando um equipamento obrigatório defeituoso. Não se esqueça:
a carga do extintor é válida por 1 ano. Caso venha a recarregar
o seu próprio extintor, o casco do mesmo tem que passar por
um teste a cada 5 anos.
Outro item que só é lembrado numa emergência é o macaco.
Mesmo nunca tendo precisado dele, não custa nada verificar
se o equipamento está funcionando perfeitamente. Aproveite,
também, para checar as condições em que o triângulo se encontra.
Crianças
Muitos pais gostam de levar seus filhos para passear no banco
dianteiro. O maior perigo nesta situação é em relação ao cinto
de segurança: o mesmo tende a prender no pescoço da criança
e, numa eventual freada mais brusca, a criança poderá se enforcar.
Além do que, a legislação só permite o transporte, no banco
dianteiro, de maiores de 10 anos, sendo considerada uma infração
gravíssima e, com isso, acarretando 7 pontos no prontuário
do condutor do veículo.
Dicas para revisão em som automotivo
Se você pensa que só a mecânica do carro precisa
de revisão está muito enganado. Talvez não saiba, mas quando
CD player está mal fixado, a música “pula”. Cabos danificados
causam chiados, interferências. Por este motivo, os aparelhos
de som automotivos também devem passar por um check-up periódico.
Veja abaixo as dicas para que você não fique sem ouvir música
no carro durante uma viagem ou ainda durante o engarrafamento
da cidade:
CD PLAYERS – Deve-se verificar sua fixação no painel. No caso
de aparelhos com painel removível, os contatos devem estar
limpos. Se existirem problemas de leitura de CDs de música,
leve a uma a oficina de manutenção credenciada da marca para
realizar limpeza de unidade óptica e ajuste do aparelho.
MONITORES E DVDs – Para evitar problemas com as pilhas,
evite deixar os controles e os fones expostos no sol ou em
altas temperaturas. Limpe a tela do monitor com um pano macio
levemente umedecido. Verifique se os discos de DVD estão limpos
e sem riscos. Outra dica é não assistir a filmes com o carro
parado: a bateria se esgota. É recomendado fechar o monitor
sempre que o aparelho de DVD não estiver em uso.
ALTO-FALANTES – Use telas protetoras: os alto-falantes estão
sujeitos a impactos e umidade. As telas do subwoofer, que
é instalado no porta-malas, precisam ser reforçadas (ferro
ou acrílico). Dessa forma, subwoofer estará protegido contra
impacto de bagagens e malas.
AMPLIFICADORES – Devem estar instalados sempre em locais ventilados
e bem fixados com proteção contra choques de outros objetos.
A carcaça do amplificador deve ser limpa com pano seco pelo
menos uma vez por mês.
CABOS E FUSÍVEIS - Os cabos de contato e conectores RCA devem
ser verificados: eles podem estar oxidados ou quebrados. Porta
fusível e os fusíveis merecerem o mesmo cuidado de cabos e
conectores. Se estiverem oxidados, uma boa limpeza resolve.
Já os cabos, se estiverem quebrados, devem ser trocados.
BATERIA – A vida útil de uma bateria é, em média, de três
anos O uso de ar-condicionado, som pesado, carregador de telefone
celular diminui a vida útil do componente. Se a bateria estiver
com três anos ou mais de uso, é interessante substituí-la
por uma nova para garantir a tranqüilidade da viagem.
DICA - Procure compartilhar a potência do alto-falante com
a potência do amplificador. Um alto-falante de baixa potência
ligado a um amplificador potente irá queimar. Assim como o
som de um alto-falante muito potente ligado em um amplificador
de baixa potência não terá qualidade. Saiba o nível de THD
(Distorção Harmônica Total) de seu amplificador. É aceitável
em um sistema de som distorções de 5 a 10%. O excesso de distorção
poderá acarretar a queima do alto-falante.
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